Essa é a primeira pergunta de quase todo mundo, e a resposta honesta é que não existe tabela. Duas peças do mesmo tamanho podem custar valores bem diferentes conforme o tecido, o tipo de inflagem e a arte. O que dá para explicar são as variáveis que puxam o custo, para você chegar no orçamento sabendo o que está pedindo.
O tamanho é o primeiro multiplicador
Inflável se cobra, na prática, por área de tecido. Quando a altura dobra, a área não dobra: ela cresce bem mais, porque largura e profundidade acompanham. É por isso que a diferença entre um totem de 3 metros e um de 6 costuma surpreender quem esperava o dobro.
O caminho inteligente não é escolher o maior que cabe no orçamento. É escolher o menor que ainda é visto de onde o público está. Uma peça de fachada disputa atenção com quem passa na calçada. Uma peça de arena disputa com o tamanho do estádio. São briefings diferentes.
O material muda o preço e a vida útil
Nylon emborrachado é mais leve, mais barato por metro e indicado para peças infladas a ar, ligadas a uma turbina durante o evento. PVC e lona são mais pesados e mais caros, e entram quando a peça precisa segurar pressão, ficar exposta à água ou aguentar contato com público.
Escolher material só pelo preço da primeira compra costuma sair caro na terceira campanha. Se a peça vai rodar o ano inteiro, o tecido mais resistente se paga. Se é uma ativação pontual, não faz sentido pagar por uma durabilidade que você não vai usar.
Ar ou hélio muda o custo da operação
Peça a ar tem produção mais barata e exige uma turbina ligada, o que significa ponto de energia no local. Peça a hélio, como um blimp, não precisa de energia, mas depende do gás, que é um custo recorrente a cada uso e nem sempre fácil de achar fora dos grandes centros.
Vale somar os dois lados antes de decidir: o que você paga uma vez na peça e o que vai pagar toda vez que ela subir.
A arte e a complexidade da forma
Aplicar uma marca em um cilindro é simples. Reproduzir uma embalagem com rótulo fiel ou um mascote com expressão exige modelagem, mais recortes de tecido e mais tempo de costura. Quanto mais a peça precisa imitar algo que já existe, mais trabalho de projeto ela carrega.
Cor também pesa. Fundos chapados grandes consomem mais tinta e mais tempo de impressão do que uma marca pequena em tecido branco.
Quantidade e prazo
Lote dilui custo de modelagem e de preparação. Uma peça única carrega sozinha todo o desenvolvimento. Já um lote de boias promocionais divide esse mesmo desenvolvimento entre todas as unidades.
Prazo apertado também cobra. Produção fora da fila normal significa realocar equipe, e isso aparece no valor. Pedir com antecedência é a forma mais simples de não pagar por urgência.
O que não entra no preço da peça
Vale separar desde o começo o que é a peça e o que é a operação. Frete, equipe de montagem no local, gerador, hélio e seguro de evento são custos à parte. Muita comparação de orçamento dá errado porque um fornecedor incluiu frete e o outro não.
Como pedir um orçamento que volta certo
Quatro informações resolvem quase tudo: que tipo de peça você imagina, tamanho aproximado, cidade onde vai usar e para quando precisa. Com isso já dá para responder com preço e prazo reais, sem ida e volta.
Veja como funciona o processo do briefing à entrega, ou peça um orçamento contando o que você precisa.